quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Thomas Struth_Museu Serralves

A experiência de usufruir ao vivo desta exposição em nada se compara à publicação destas imagens. No entanto, isto é apenas um incentivo para todos aqueles que apreciam fotografia. Este conceituado artista explora diversas temáticas, tais como, os pretos e brancos, as paisagens selvagens, urbanas e fabris, além de pessoas, facilmente comprovado numa sala do "nosso" museu de Serralves que apresenta fotos de diversas famílias de várias raças e étnias.
A forma como as fotos estão expostas proporcionam ao visitante uma experiência única.

Pantheon, Rome (by Thomas Struth)
San Zaccaria, Venice (by Thomas Struth)
Semi Submersible Rig, DSME Shipyard, Geoje Island, South Korea (by Thomas Struth)
Times Square, New York (by Thomas Struth)
Stellarator Wendelstein 7-X Detail, Max Planck IPP, Greifswald (by Thomas Struth)
(by Thomas Struth)
(by Thomas Struth)
(by Thomas Struth)
(by Thomas Struth)
(by Thomas Struth)


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Fado condecorado – O rescaldo!



Já muito se falou da grandiosa conquista que o fado conseguiu ao ser reconhecido como património imaterial da humanidade, muitas foram as manifestações de regozijo perante tal condecoração, faz bem ao ego nacional e certas intervenções foram acompanhadas da já habitual histeria em torno de algo, que outros conseguiram, mas que a maioria do povo português gosta de se colar por mera conveniência, como se alguma vez tivessem feito algo para que essa condecoração e reconhecimento fosse possível.


Afirmo isto baseado na minha experiência pessoal e que por aquilo que já li e presenciei equivale à maioria da população que cresceu num ambiente livre e democrático, ou seja, no pós 25 de Abril.
Quem não se lembra da forma depreciativa com que o fado foi brindado ao longo destas últimas quatro décadas? Quem é que não gozou com aquela forma triste e deprimida de cantar? E não me refiro apenas ao cidadão comum, mas sim, a gente com responsabilidades públicas, mas que agora, ao perceberem o tardio reconhecimento a nível mundial encostam-se proferindo discursos em prol de uma das principais imagens de marca do nosso país, que tal como muitas outras imagens de marca, são por nós denegridas, enfim, questões culturais e de uma mentalidade que nos acompanha à séculos e pelo andar da carruagem nunca se irá desvanecer.


Contudo, há que reconhecer que existem exceções, pois a geração dos meus pais e dos meus avós, pelos vistos é que estava certa, como em muitas outras situações andavam avançados no tempo e por convicção foram protegendo e divulgando o fado contra uma geração com dificuldades em respeitar as suas origens.


Neste particular aproveito para homenagear o meu pai, pois sempre me habituei a ouvi-lo falar sobre o fado como algo extraordinário e eu não conseguia perceber tamanha satisfação pelas razões acima mencionadas, ao invés, aproveitava esses momentos para fazer alguns comentários jocosos, contudo, tenho a meu favor a humildade de reconhecer o quanto estava errado, embora não tenha responsabilidades públicas, no que diz respeito a esta temática.


Julgo ter sido bastante esclarecedor, não é o prémio recebido pelo fado que me incomoda, não é toda aquela publicidade em torno deste acontecimento que parece ter o condão de monopolizar todas as atenções, fazendo parecer que o país não tinha nem tem outras preocupações, mas sim, a forma impostora de pessoas que pensavam e agiam como eu, de repente por mera conveniência e com segundas intenções na tentativa de retirarem beneficíos disso, passaram a publicitar o fado como se este tivesse algum dia sido, um assunto que lhes interessa-se.


Para aqueles que gostariam que eu chama-se as pessoas pelos nomes, digo-vos apenas para estarem atentos às notícias difundidas pelos vários canais de televisão, aos jornais, rádios e revistas que diariamente preenchem os espaços que frequentamos, quer sejam eles cafés, restaurantes, bares ou bibliotecas, por último e a meu vêr o mais grave, aos políticos e dirigentes que discursaram com sorrisos de orelha a orelha sobre matéria tão séria, como é, a do fado lusitano.


Resta-me dirigir algumas palavras a todos aqueles que verdadeiramente gostam de fado e que fazem parte daquela esfera musical, que engloba os interpretes, os escritores e os músicos, além de todo o seu público, quer sejam figuras públicas, quer sejam anónimos que ainda são a grande maioria, e que tomei a liberdade de dar como exemplo, o meu pai.
A todos parabéns, pois vocês merecem título tão honroso que o fado conquistou por direito próprio ao ser reconhecido em todo o mundo.

domingo, 25 de setembro de 2011

Pontuação dos treinadores na Liga Record.

Embora esta matéria esteja disponível no site oficial da Liga Record, aproveito para reforçar a informação através deste humilde blogue.
O excerto é retirado do regulamento oficial e está numerado pelo nº 13.
Falta saber se será um 13 de azar ou de sorte, lá para o final faz-se as contas, certo?


13. FORMA DE ATRIBUIÇÃO DOS PONTOS (TREINADORES)

13.1 - O corpo redatorial da Promotora fará a valorização habitual dos treinadores

13.2 - A Liga Record não manterá qualquer tipo de correspondência com os participantes no concurso relativa à discussão das pontuações individuais atribuída a cada treinador.

13.3 - Além dos pontos atribuídos pelo corpo redatorial da Promotora, cada treinador acumula (positiva ou negativamente) os seguintes pontos:

a) Resultado do jogo

VITÓRIA: +1 (um ponto positivo)

EMPATE: 0 (zero pontos)

DERROTA: -1 (um ponto negativo)

b) Recuperação

Empate tendo estado a perder por 1 golo: +1 (um ponto positivo)

Empate tendo estado a perder por 2 golos: +2 (dois pontos positivos)

Empate tendo estado a perder por 3 golos: +3 (três pontos positivos) e assim sucessivamente;

Se em vez de empate, o treinador alcançar a vitória, os pontos duplicam (Ex. 4 pontos por ganhar tendo estado a perder por 2 golos).

c) Golos

EQUIPA SEM MARCAR: -1 (um ponto negativo)

EQUIPA SEM SOFRER: +1 (um ponto positivo)

VITÓRIA POR MAIS DE 2 GOLOS DE DIFERENÇA: +1 (um ponto positivo)

DERROTA POR MAIS DE 2 GOLOS DE DIFERENÇA: -1 (um ponto negativo)

d) Jogadores

GOLO APONTADO POR SUPLENTES: +1 (um ponto positivo por cada golo)

13.4 - Esta pontuação será somada aos pontos acumulados pelos jogadores escolhidos e, portanto, condicionará o resultado final da prestação de cada equipa.

Espero que tenha ajudado a ilucidar, bom proveito e boas táticas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Juventude Santa Maria conquista 2º lugar

Acabada a competição, resta o Fair Play, foi bonito

“Antes quebrar do que torcer”!

Este podia muito bem ser o título deste artigo, pois a prestação da equipa na final realizada no passado dia 16/07/2011 esteve de acordo com a sua imagem de marca transmitida pelos briosos atletas ao longo de todo o torneio.

Pelas razões já enunciadas no post que publiquei antes da final, ela foi um justo prémio para esta humilde equipa, mas quem assistiu ao jogo saiu com essa ideia ainda mais reforçada, pois mesmo quando tudo parecia perdido, novo golo aparecia e colocava de novo a equipa na luta pelo título que fugiu apenas no desempate através da marcação de pontapés da marca de grande penalidade.

O placard no final do jogo registava um empate a 4 bolas que espelhava na perfeição o equilíbrio entre estes dois conjuntos, embora a iniciativa atacante estivesse por conta da equipa que viria a vencer o torneio, sendo esta uma situação consentida devido à estratégia adoptada pelo conjunto do Juventude Santa Maria.

A equipa desta vez conseguiu algo a que não estava habituada, provando desta forma que não andava no torneio apenas para defender como muitos fizeram questão de referir, pois teve que recuperar de constantes desvantagens, 0-2, 2-3 e já na segunda parte de 3-4, nunca virando a cara à luta, e neste jogo em particular, beneficiando da já habitual solidez defensiva proporcionada pelo capitão Gustavo Costa e pelo eficiente Pedro Israel e de um endiabrado Leandro que esteve nos 4 golos da equipa, responsável por um Hattrick e uma assistência para o golo mais que merecido por parte do Pedro Israel a 2 segundos do intervalo altura em que o jogo ficou empatado a 3, prometendo uma segunda parte imprópria para cardíacos.

Antes de terminar deixo uma referência aos jovens que fizeram parte deste plantel, pois transmitem a ideia de um futuro auspicioso, os categorizados e experientes jogadores que compõe o núcleo duro podem ficar descansados pois quando decidirem abandonar estas lides a nova geração certamente não vos irá deixar ficar mal, como são os casos imediatos do Leandro, Malheiro, Rui e Marcelo que já mostraram a qualidade que têm neste e noutros torneios e a curto prazo está a despontar uma jovem promessa de seu nome Leandro Costa, filho do eterno capitão que nesta final levantou apenas mais uma taça das tantas que constam no seu curriculum. Cabe ao Leandro demonstrar que o ditado está certo quando se diz que filho de peixe sabe nadar.

Para mais tarde recordar deixo aqui algumas fotos que demonstram o fair-play entre estas duas equipas e a alegria típica daqueles que mesmo perdendo têm a noção que fizeram tudo o que estava ao seu alcance.

Momento para agradecer o apoio dos seus adeptos.

Capitão Gustavo Costa, levanta o merecido troféu. 

Consagração dos vencedores.

Isto sim, é Fair Play. Vencedores e vencidos juntos a festejar.

Neves e Valter juntam-se à festa.

Festa e sensação de dever cumprido. Parabéns JSM.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

PARC_Torneio de Futsal 2011


O impensável aconteceu.


Mais uma história que sem ter ainda terminado já tem um final feliz, resta-lhe apenas 40 minutos de competição para o adjectivo feliz ser substituído por épico.

A equipa do Santa Maria de Pindelo reservou um lugar na final do torneio de futsal organizado pela PARC (Pindelo, Associação, Recreativa e Cultural) e que termina no próximo Sábado, dia 16/07/2011, após um mês de intensa competição.

Esta notícia há meia dúzia de anos era tida como banal devido ao elevado número de vezes que a equipa atingiu os lugares cimeiros dos diversos torneios em que participou.

Actualmente tal cenário não se “colocava” devido à idade que alguns atletas atingiram, muitos deles na casa dos 40 que inevitavelmente retiraram força e principalmente velocidade para que consigam competir de igual para igual com os seus adversários, alguns deles 20 anos mais novos.

A equipa mesmo sabendo das suas limitações tentou reunir os elementos disponíveis, embora as graves lesões e a idade afastaram muitos atletas que em tempos fizeram as delícias dos adeptos da modalidade. Como alternativa rodearam-se de jovens humildes mas com talento de sobra para tentarem dificultar a vida aos seus adversários.

Com o decorrer do torneio, o resultado desta mistura de gerações foi-se tornando impiedosa para os seus opositores, pois a irreverência, a técnica e a força dos mais novos foi constantemente suportada e alicerçada na inteligência, posicionamento e experiência dos mais velhos, levando-os até à tão almejada final, que tem tanto de apetecível como de inesperada, principalmente pelos adversários que antecipadamente festejavam a “sorte” que tinham, quando o sorteio lhes proporcionava um autêntico passeio de 40 minutos ao defrontarem o “outsider” Santa Maria, puro engano.

Esta história, tal como outras, tem uma lição de vida a retirar e que deve ser aproveitada por todos aqueles que dão muito valor às aparências.

Tive a oportunidade de falar com um atleta de elevada influência na equipa que me disse o seguinte:

- Esta ida à final se não servir para mais nada, que sirva pelo menos para os mais novos não desprezarem os mais velhos e que nunca dêem nada como garantido, tanto no desporto como na vida.

Ao ser desafiado para numa frase caracterizar o torneio e principalmente a prestação da sua equipa, ele foi peremptório ao afirmar:

- Brindámos os nossos adversários com autênticos banhos de humildade.

Que lhes sirva de exemplo e já agora muito boa sorte para a final!


Nota: Para a posteridade divulgo a lista de jogadores responsáveis pelo sucesso acima referido:

A baliza ficou ao encargo do Jacinto e do Miguel enquanto o ataque à baliza contrária ficou à responsabilidade do Pedro, Gustavo, Ricardo, Marcelo, Rui, Leandro, Malheiro, Tomé, Leandro Costa e Fábio.

Para que esta equipa jogue quase na perfeição não podia esquecer o papel desempenhado pelo "Mister" Vítor e o seu adjunto Zé Carlos.

A todos os outros que ficaram de fora por razões contrárias à sua vontade deixo aqui uma palavra de apreço e lembrar-vos que a mística deste grupo foi construída com a vossa ajuda e neste contexto ocorrem-me os nomes do Valter e do Neves.

A todos os elementos que formam este grupo, um bem haja e já agora ganhem a final... 

terça-feira, 12 de julho de 2011

Eduardo Madeira en...CANTOU a plateia!!!


Acima das expectativas, é aquilo que me ocorre em relação à prestação deste comediante na passada sexta-feira, dia 08 de Julho de 2011 nos Paços da Cultura em São João da Madeira.

Humor refinado com base nos episódios do dia-a-dia onde tudo é posto a nu, desde os provérbios tradicionais às calinadas dos nossos governantes e de alguns membros do jet-set nacional, passando pela interpretação de estilos musicais, como o jazz, música pimba portuguesa, espanholadas, ciganadas, fado, tanto de Lisboa como de Coimbra, até aos falsetes das vedetas da música pop.
Todas estas prestações musicais são acompanhadas pela inseparável guitarra e compostas por letras de fácil memorização, algumas delas, autênticos êxitos que inexplicavelmente ficam na gaveta, enfim, quem fica a perder sem sombra de dúvida é o panorama musical português, o que me leva a deixar aqui uma pergunta ao Sr. Eduardo Madeira:

Para quando a gravação do CD para gáudio dos seus fãs?

Antes de terminar não posso deixar de enaltecer a forma sublime como o artista interagiu com o público e sem querer ser demasiado bairrista recordo que os Sanjoanenses não deixaram os seus créditos por mãos alheias e colaboraram com o "Grande" Eduardo Madeira durante todo o espectáculo.
Em suma, resta-me agradecer a este versátil comediante a hora e meia fantástica que proporcionou a todos os presentes que pela reacção ao longo do espectáculo e pela ovação de pé no final devem corroborar da minha opinião.



Nota: Não posso deixar de referir a excelente participação do homem da terra, Dr. Pedro Neves, que mais uma vez brilhou em grande estilo oferecendo ao espectáculo um toque de classe, muito por culpa do grande domínio que tem da língua francesa com a qual homenageou alguns dos nossos emigrantes, um bem-haja e apareça mais vezes, São João da Madeira agradece. Já agora se não for pedir muito, use a sua influência nesse meio humorístico e traga à nossa cidade outros da vossa "estirpe", como foi este caso do "Senhor" Eduardo Madeira, embora tenha a consciência que não tem obrigação de o fazer e que provavelmente só lhe trará trabalhos e chatices, mas sabe como é, pedir não custa.

Até uma próxima e mais uma vez muito obrigado pelo serão bem passado.